GUIA
DE DOENÇAS
TÉTANO
ACIDENTAL
Aspectos
Epidemiológicos :
- Aspectos
Epidemiológicos: o tétano é uma doença infecciosa
aguda não contagiosa e que ainda se constitui em grave
problema de saúde pública para alguns países
subdesenvolvidos.
- Agente
Etiológico: bacilo gram-positivo, anaeróbico,
esporulado: Clostridium tetani.
- Reservatório:
o bacilo se encontra no trato intestinal do homem e
dos animais, solos agriculturados, pele e/ou qualquer
instrumento perfuro-cortante contendo poeira e/ou terra.
- Modo de
Transmissão: a transmissão ocorre pela introdução
dos esporos em uma solução de continuidade (ferimento),
geralmente do tipo perfurante (punctório), contaminado
com terra, poeira, fezes de animais ou humanas (pequena
proporção dos casos não refere história de ferimento
interior). Queimaduras podem ser a porta de entrada
devido à desvitalização dos tecidos. A presença de
tecidos necrosados favorece o desenvolvimento do agente
patogênico anaeróbico.
- Período
de Incubação: geralmente em torno de 10 dias,
podendo variar de 2 a 21 dias. Quanto menor o período de
incubação, maior a gravidade.
- Período
de Transmissibilidade: o tétano não é doença
contagiosa, portanto não é transmitida diretamente de
um indivíduo a outro.
- Suscetibilidade
e Imunidade: a suscetibilidade é geral, afetando
todas as idades e ambos os sexos indiscriminadamente. A
imunidade é conferida pela vacinação apropriada com 3
(três) doses de vacina toxóide tetânico (DPT, DT, dT
ou TT). A doença não confere imunidade. O soro
antitetânico e a imunoglobulina antitetânica (IGAT)
propiciam proteção temporária, sendo de 14 dias para o
1o e de 2 a 4 semanas para a 2a. Os
anticorpos maternos conferem imunidade temporária em
torno de 5 meses, se a mãe foi vacinada nos últimos 5
anos.
- Distribuição,
Morbidade, Mortalidade e Letalidade: a distribuição
anual da doença não apresenta variação sazonal
definida. Apesar da incidência mundial, o tétano é
relativamente mais comum em países subdesenvolvidos, com
baixa cobertura vacinal, ocorrendo indistintamente em
área urbana e rural. Ele está bastante relacionado com
as atividades profissionais ou de lazer. Entretanto, o
tétano acidental pode afetar todos os indivíduos não
vacinados corretamente. A morbidade do tétano acidental
no país se mantém com uma média de 1.438 casos
notificados por ano. A mortalidade tem estado em torno de
1,6 por 100 mil habitantes. A letalidade pode variar de
50 a 70%, dependendo da duração do período de
incubação e de progressão da doença, da faixa etária
(mais elevada nos dois extremos de idade) e da qualidade
de tratamento e da assistência.
(Fonte:
Fundação Nacional de Saúde)