GUIA DE DOENÇAS

 

LEISHMANIOSE TEGUMENTAR AMERICANA (LTA)

 

Características Clínicas e Epidemiológicas

A LTA é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoários do gênero Leishmania, que  acomete pele e mucosas. É primariamente uma infecção zoonótica, que afeta animais silvestres e animais domésticos e o homem de forma secundária.

A doença provoca aparecimento de feridas na pele e pode destruir a cartilagem do nariz e o interior da boca e garganta.

Sinonímia

Leishmaniose mucocutânea, úlcera de Bauru, ferida brava, etc.

Agente Etiológico

A Leishmania apresenta diferentes subgêneros e espécies. As mais importantes no Brasil são:

· Leishmania (Leishmania) amazonensis: encontrada  em alguns estados da Amazônia Legal, como Amazonas, Pará, Rondônia, Tocantins e Maranhão. Também existem registros no nordeste da Bahia, em Minas Gerais, São Paulo e Goiás.
· Leishmania (Viannia) guyanensis: aparentemente limitada aos estados do Amapá, Roraima, Amazonas e Pará, ao norte da Bacia Amazônica, e estende-se até as Guianas.
· Leishmania (Viannia) brazilienses: amplamente distribuída por todo o país.

Animais infectados

O parasita já foi isolado de animais como marsupiais, pequenos roedores silvestres, preguiça e tamanduá. A espécie L. (V.) braziliensis já foi isolada de animais domésticos como cães e equinos.

Modo de Transmissão

A transmissão ocorre pela picada de insetos pertencentes a várias espécies e gêneros de flebotomíneos, da família Psychodida.

Período de Incubação

A manifestação da doença pode surgir em apenas duas semanas ou demorar até dois anos. A média é de dois meses no homem.

Período de Transmissibilidade

Não existe um período determinado de transmissibilidade.

Vigilância Epidemiológica

O diagnóstico e tratamento dos casos da doença devem ser precoces para reduzir os efeitos mutilantes provocados pela infecção. O registro e acompanhamento dos casos de LTA permitem a investigação e controle dos focos. É importante reforçar que os casos deverão ser acompanhados por um período de 3 meses para avalição da evolução clínica das lesões.

Notificação

A notificação é compulsória e todo caso confirmado deverá ser notificado pelos serviços públicos, privados e filantrópicos por meio da ficha de investigação epidemiológica padronizada no Sistema Nacional de Agravos de Notificação (SINAN). O encerramento dos casos no SINAN devem ser realizados em um período máximo de 180 dias após o diagnóstico.

(Fonte: Ministério da Saúde).

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