GUIA DE DOENÇAS

HEPATITE D

 

Quadro 3

Classificação da Prevalência do Vírus da Hepatite D, Segundo Percentual de Portadores do Vírus da Hepatite B

Prevalência do VHB

% Portador Crônico Assintomático do VHB

% de Caso de Hepatite Crônica pelo VHB

MUITO BAIXA

BAIXA

MODERADA

ALTA

< 5%

5 - 15%

> 20%

< 10%

10 - 25%

30 - 50 %

> 60%

VHB = Vírus da Hepatite tipo B

VHD = Vírus da Hepatite tipo D

  • A Amazônia brasileira é considerada de alta endemicidade para o VD por ter mais de 20% de anti-HD nos portadores assintomáticos e 90% ou mais nos casos de hepatite crônica. Mesmo nas áreas de alta endemicidade do VHB, a prevalência do vírus da hepatite D é variável em diferentes locais. A letalidade é mais elevada na superinfecção do que na co-infecção.
  • Aspectos Clínicos: desde a infecção assintomática às formas fulminantes, observadas principalmente nas superinfecções. Quanto à sintomatologia clínica, é semelhante à observada na infecção pelo vírus da hepatite A.
  • Vigilância Epidemiológica

    Ver mesmo item para o vírus da hepatite B.

  • Suspeito Sintomático: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.

    Suspeito Assintomático: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.

    Agudo Confirmado: paciente que, na investigação sorológica, apresente os marcadores sorológicos para hepatite D, isto é, HBsAg, Anti-HDV IgM positivos.

    Contato: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.

    Portador: indivíduo que conserva o vírus tipo B/D por mais de 6 meses. Pode ser clinicamente sintomático ou assintomático, com aminotransferases "normais" ou aumentadas.

    Suscetível: indivíduo que não possui anticorpos contra os vírus da hepatite B e D, capaz de protegê-lo da infecção, caso venha a entrar em contato com os agentes etiológicos.

    NOTA: A suscetibilidade é específica para cada uma das etiologias, podendo um indivíduo ser suscetível ao vírus tipo A e não ser para o vírus tipo B.

  • Medidas a serem adotadas frente a um caso ou portador: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
  • Conduta frente a um surto ou epidemia: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B.
  • Análise de dados: ver o mesmo item para o vírus da hepatite A.
  • Medidas de Controle

    Ver o mesmo item para o vírus da hepatite A.

  • Indivíduos Infectados: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os profissionais da área da saúde, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os portadores ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Aos usuários de drogas endovenosas, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os filhos de mães HBsAg positivo, ver o mesmo item para o vírus da hepatite B. Os pacientes com manifestações clínicas de hepatite viral aguda do tipo D, devem ser orientados para fazer acompanhamento na rede de assistência médica, usar preservativo de látex nas relações sexuais e vacinar seus contactantes suscetíveis após investigação epidemiológica contra o vírus da hepatite do tipo B.
  • Vacinação: ver o mesmo item para o vírus da hepatite B
  • (Fonte: Fundação Nacional de Saúde)

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